Skip to Content

Instrukcja korzystania z Biblioteki

Serwisy:

Ukryty Internet | Wyszukiwarki specjalistyczne tekstów i źródeł naukowych | Translatory online | Encyklopedie i słowniki online

Translator:

Kosmos
Astronomia Astrofizyka
Inne

Kultura
Sztuka dawna i współczesna, muzea i kolekcje

Metoda
Metodologia nauk, Matematyka, Filozofia, Miary i wagi, Pomiary

Materia
Substancje, reakcje, energia
Fizyka, chemia i inżynieria materiałowa

Człowiek
Antropologia kulturowa Socjologia Psychologia Zdrowie i medycyna

Wizje
Przewidywania Kosmologia Religie Ideologia Polityka

Ziemia
Geologia, geofizyka, geochemia, środowisko przyrodnicze

Życie
Biologia, biologia molekularna i genetyka

Cyberprzestrzeń
Technologia cyberprzestrzeni, cyberkultura, media i komunikacja

Działalność
Wiadomości | Gospodarka, biznes, zarządzanie, ekonomia

Technologie
Budownictwo, energetyka, transport, wytwarzanie, technologie informacyjne

Kriterion: Revista de Filosofia

Scielo Brazylia

Este trabalho desenvolve a concordância estética e a diferença política entre Hegel e o jovem Lukács da "Teoria do romance". O jovem autor húngaro se apropria da estrutura conceitual da "Estética" de Hegel, pois entende as formas poéticas em sua relação com o desenvolvimento do conteúdo histórico. Lukács e Hegel concebem, desse modo, as duas formas da grande épica (epopeia e romance) em estreita conexão com o momento histórico que as fundamenta: a Grécia arcaica configurada por Homero e a experiência da fragmentação e da consolidação da subjetividade lírica que a modernidade traz consigo. Não obstante a assunção da herança estética de Hegel, o jovem Lukács se afasta das conclusões positivas de Hegel acerca da modernidade, a saber: da suspensão da liberdade fragmentada e lírica da sociedade civil burguesa pela liberdade objetiva na unidade e totalidade da forma Estado, unidade e totalidade verdadeiramente apreendidas pela forma filosófica. Lukács, ao contrário de Hegel, entende a modernidade a partir do ponto de partida negativo, isto é, não a vê como a consumação da liberdade do homem, mas a compreende como a experiência do sujeito fragmentado e separado das estruturas sociais.This work develops the aesthetic agreement and the political difference between Hegel and the young Lukács, who wrote the "Theory of the Novel". The young Hungarian author appropriates the conceptual structure of the Hegel's "Aesthetics", because he understands the poetic forms in their relation with the development of historical content. Lukács and Hegel thereby conceive the two forms of the great epic (Greek epic poem and novel) in close connection with the historical moment in which they arise: the archaic Greece configured by Homer and the experience of fragmentation and consolidation of the lyrical subjectivity brought by modernity itself. Despite the assumption of Hegel's aesthetic heritage, the young Lukács departs from Hegel's positive conclusions about modernity, namely: from the suspension of the fragmented and lyrical liberty of the bourgeois civil society by the objective freedom in the unity and totality of the State form, unity and totality truly seized by the philosophical form. Lukács, in opposition to Hegel, understands modernity from the negative starting point, that is, he does not understand it as the consumation of human freedom, but as the experience of the human subject fragmented and separated from the social structures.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste artigo argumentamos que os temas da ação e da história presentes em alguns contos de Jorge Luis Borges antecipam alguns pontos que apareceram nas discussões pós-estruturalistas - nos campos da história, filosofia, antropologia - das últimas décadas do século XX. No seu labirinto literário-filosófico, especialmente por meio da ideia de destino, Borges explora elementos chave que se tornaram parte da noção de crítica que enfatiza as ideias de contingência e da impossibilidade de controle deliberado dos efeitos da ação humana em seu curso temporal.It is argued in this paper that the themes action and history present in some of Jorge Luis Borges's short stories have anticipated certain aspects of the post-structuralist debates - on history, philosophy, and anthropology - in the last decades of the twentieth century. In his literary and philosophical labyrinth, especially through the idea of destiny, Borges explores key elements that became part of the notion of critique that emphasize the idea of contingency and the impossibility of deliberated control of the effects of human action in its temporal course.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

A tendência de algumas visões naturalistas de deduzir o sentido da ação humana da sua natureza biológica conduz a naturalizar a violência como fenômeno político inexorável. A violência naturalizada leva a sociedade para a dinâmica da inexorável violência, cuja única solução é a legitimação de uma violência total. Propomos, neste ensaio, a desconstrução crítica dos determinismos naturalistas por meio da análise da ação humana e da especificidade de sua potência que se manifesta como potência criadora (Cornelius Castoriadis) e potência do não (Giorgio Agamben). A potência da ação humana transcende os determinismos da sua natureza biológica, embora por eles esteja condicionada.The tendency some naturalist visions have to deduce the meaning of human action from their biological nature, leads to a naturalization of violence as an inexorable political phenomenon. Naturalized violence leads the society towards the dynamics of inexorable violence, whose only solution is legitimazing total violence. In this article we propose the critical deconstruction of naturalistic determinism by means of the analysis of human action and the specificity of its power, which is manifested as creative power (Cornelius Castoriadis) and power of no (Giorgio Agamben). The power of human action transcends the biological determinisms of its biologic nature, although the power of human action is conditioned by them.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

O caráter comunitário da filosofia de Aristóteles resulta das diversas formas de análise da política que o filósofo apresenta na articulação dos seguintes aspectos: a tese de que o ser humano é um animal político; o modo como esta é realizada na comunidade política, na qual o logos se manifesta como atividade discursiva compartilhada; o cultivo de determinadas virtudes ético-políticas presentes na convivência humana, sobretudo, a amizade; a autossuficiência do cidadão e o seu vínculo com a autarquia da comunidade política. A retomada de um moderno conceito de comunidade, na tentativa de reatualizar os princípios gerais do comunitarismo aristotélico, pode ser compatível com determinadas teses liberais, sobretudo a questão da liberdade (autonomia) individual e o fato do pluralismo ético e político nas sociedades modernas.The communal nature of Aristotle's philosophy results from the various forms of analysis of the politics the philosopher shows in the articulation of the following features: the thesis that man is a political animal; the way the political community is accomplished through this thesis, in which the logos itself manifests as a shared discoursive activity; the cultivation of certain ethical and political virtues present in the human companionship, above all, friendship; citizen self-sufficiency and its relationship with the autarchy of the political community. In an attempt to bring up to date the general principles of Aristotelian communitarianism, the resumption of a modern concept of community can be compatible with certain liberal theses, especially the issue of individual freedom (autonomy) and the fact of the ethical and political pluralism in the modern societies.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste artigo, interrogamos os funcionamentos do conceito de platô em "Mil Platôs" (1980), a obra-prima de Deleuze e Guattari. Essa pesquisa esclarece, de forma concreta, duas linhas de pensamento, que são a epistemológica, por um lado, e a ética, por outro, enfocando os parágrafos nos quais Deleuze e Guattari usam efetivamente esse conceito. Do ponto de vista epistemológico, o conceito de platô permite praticar uma maneira de escrita rizomática e a explicação antiteleológica. Do ponto de vista ético, esse conceito, tirado de Gregory Bateson, nos convida a formar a alegria contínua e global, ou a gaieté em termos espinosistas.In this paper, we question the workings of the concept of plateau in "A Thousand Plateaus" (1980), Deleuze and Guattari's chef-d'oeuvre. This research specifically clarifies two lines of thought, which are epistemological on the one hand, and ethics on the other hand, focusing on the paragraphs where Deleuze and Guattari actually employ this concept. From the epistemological point of view, the concept of plateau allows practicing a way of rhizomatic writing and anti-teleological explanation. From the point of view of ethics, this concept borrowed from Gregory Bateson invites us to form the continuous and global joy, or gaiety in Spinoza's terms.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste artigo, apresento uma solução possível para o clássico problema da aparente incompatibilidade entre o Princípio da Maior Felicidade de John Stuart Mill e seu Princípio da Liberdade, argumentando que na esfera "concernente aos outros" os julgamentos de experiência e o conhecimento acumulado através da história têm força moral e legal, enquanto na esfera "autoconcernente" os julgamentos dos experientes têm apenas valor prudencial, e a razão para isto é a ideia que cada um de nós é um juiz, melhor do que qualquer outra pessoa, para decidir o que nos causa dor e que tipo de prazer preferimos (o assim chamado argumento epistemológico). Considerando que o Princípio da Maior Felicidade não é nada mais do que o agregado da felicidade de cada pessoa, levando em consideração o argumento epistemológico concluiríamos que, deixando as pessoas livres até mesmo para causar dano a elas mesmas, ainda estaríamos maximizando a felicidade, e então ambos os princípios (O Princípio da Maior Felicidade e o Princípio da Liberdade) poderiam ser compatíveis.In this article I present a possible solution for the classic problem of the apparent incompatibility between Mill's Greatest Happiness Principle and his Principle of Liberty arguing that in the other-regarding sphere the judgments of experience and knowledge accumulated through history have moral and legal force, whilst in the self-regarding sphere the judgments of the experienced people only have prudential value and the reason for this is the idea according to which each of us is a better judge than anyone else to decide what causes us pain and which kind of pleasure we prefer (the so-called epistemological argument). Considering that the Greatest Happiness Principle is nothing but the aggregate of each person's happiness, given the epistemological claim we conclude that, by leaving people free even to cause harm to themselves, we still would be maximizing happiness, so both principles (the Greatest Happiness Principle and the Principle of Liberty) could be compatible.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Este trabalho analisa o conceito de esperança nas obras de Condorcet e Kant. Defende-se que o conceito de esperança no progresso da humanidade é de fundamental importância para a compreensão da filosofia política de ambos os autores. Por um lado, esperança oferece um horizonte de sentido que protege suas propostas políticas de visões de mundo antagônicas; por outro, ela se incorpora no próprio projeto político tendo ao mesmo tempo a função de motivação e de criação de instituições políticas com caráter pedagógico.This paper analyses the concept of hope in the works of Condorcet and Kant. It will be advocated that the concept of hope in the progress of humanity is of great importance for the comprehension of the political philosophy of both authors. On the one hand, hope gives a horizon of meaning to political philosophy that protects it against antagonistic world views. On the other hand, hope is incorporated into the political philosophy itself having, at once, a motivational function and creation of political institutions with a pedagogical character, as well.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Em "Teoria da vanguarda", de Peter Bürger, o choque é compreendido como o artifício intencional dos movimentos de vanguarda contra a autonomia do esteticismo modernista, a fim de devolver a arte à práxis vital. Adotando uma perspectiva distinta, o choque, para Adorno, expõe antes a crise da experiência da formalização do tempo decorrente da incongruência entre as forças produtivas e as relações de produção na sociedade industrial, sendo que dois caminhos artísticos distintos derivam da inflexão histórica da crise da experiência. Em Schoenberg, na esteira do que Bürger classificaria como esteticismo, o choque seria amortizado pela expansão da linguagem musical, mediante seu registro. Em Stravinsky, o procedimento mecânico de golpes rítmicos e de montagem, em consonância com a profusão de vivências do choque, surge como elemento regressivo. Os choques não seriam dispositivos críticos, mas sismogramas de reações às mudanças da consciência subjetiva do tempo na modernidade. O artigo procura enfatizar as premissas conflitantes entre Bürger e Adorno quanto à posição do conceito de choque, assim como as críticas de Bürger ao modernismo adorniano.In Peter Bürger's "Theory of the avant-garde", the concept of shock is rendered as an intentional avant-garde procedure against the institutionalization of art, i.e., against the autonomous criteria of modernist aestheticism, with the purpose of bringing art back to everyday life and vital praxis. From a quite different materialistic perspective, the concept of shock, in Adorno's musical writings, exposes the crisis of experience (Erfahrung) of the dissociation of time within two major streams of modern music, namely Schoenberg's school and Stravinsky's. This paper aims to point out the conflicting assumptions and consequences between Adorno and Bürger regarding their respective theoretical grasps on the concept of shock, as well as the critique to Adorno's musical modernism that Bürger addresses in this book.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Em seu livro, "Perception as a Capacity for Knowledge" (2011), John McDowell defende que a garantia fornecida pela percepção é infalível. Para tanto, é preciso entender o papel que a razão tem na constituição de estados perceptivos genuínos. Por meio dela, posicionamos estes estados no espaço lógico das razões. Assim, não só fazemos do estado perceptivo um episódio de conhecimento, mas também obtemos conhecimento de como chegamos a este conhecimento. McDowell sustenta que esta condição para o conhecimento, a posse da capacidade de posicionar um estado perceptivo no espaço lógico das razões, não o compromete com o intelectualismo. Neste artigo, defendo que o internismo de McDowell não está totalmente livre do intelectualismo e que o internismo é mais plausível não só sem intelectualismo, mas também sem reflexividade.In his book, "Perception as a Capacity for Knowledge" (2011), John McDowell advocates that the warranty provided by perception is infallible. For such, it is necessary understanding the role reason plays for the constitution of genuine perceptual states. Through reason, we situate these states on the logical space of reasoning. So, we not only make of the perceptual state into an episode of knowledge, but we also acquire knowledge of how we arrived to that knowledge. McDowell argues that this condition for knowledge - the possession of the capacity to situate a perceptual state in the logical space of reasoning - does not compromise him with intellectualism. In this paper, I defend that McDowell's internalism is not entirely exempt from intellectualism, and that internalism is more reasonable not only without intellectualism, but also without reflexivity.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste artigo, pretendo examinar a tese cartesiana da livre criação das verdades eternas a partir da conjugação dos atributos divinos que, segundo Descartes, são conhecidos por nós e sua tese de que, entre as verdades eternas livremente criadas por Deus, estão incluídos os princípios lógicos. A partir desse exame, concluo que, até onde o intelecto finito do homem pode conceber, a tese cartesiana da livre criação das verdades eternas envolve ao menos as seguintes teses: a) Deus, por ser infinito e puro pensamento em ato, estabelece necessariamente em si todas as essências e verdades, incluindo essências e verdades que para o intelecto finito parecem impossíveis, já que lhe aparecem como contraditórias; b) ao estabelecer as essências e verdades, Deus instancia algumas (e assim as cria) como conteúdos de ideias inatas nas mentes finitas, que são criadas com estrutura lógica; c) ao estabelecer as essências e verdades, Deus instancia no mundo atual ao menos algumas das essências e verdades não contraditórias instanciadas nas mentes finitas; e d) embora a mente humana finita não as possa conceber clara e distintamente, é certo que Deus instancia no mundo atual ao menos algumas das essências e verdades que aparecem como contraditórias, isto é, instancia no mundo atual ao menos algumas das essências e verdades que para a mente finita aparecem como impossíveis por serem por ela inconcebíveis, o que é confirmado por ao menos dois casos mencionados por Descartes.In this article I intend to examine the Cartesian view on the free creation of the eternal truths considering the conjunction of the divine attributes, which according to the Cartesian thesis, are known to us and his thesis that logical principles are among the eternal truths freely created by God. From this examination I conclude that, as far as the finite intellect of man can conceive, the Cartesian view of the free creation of the eternal truths involves at least the following theses: a) being pure and infinite thinking in action, God necessarily sets in himself all the form of essence and truth, including all essence and truth that for, the finite intellect, seem impossible since they may appear to him as contradictory; b) while establishing all essence and truth, God instantiates some of them (and thus creates some of them) as contents of innate ideas in finite minds, which are created with a logical structure; c) while establishing all essence and truth God instantiates in the actual world at least some of the non-contradictory essences which are instantiated in the finite mind; and d) although the finite human mind cannot conceive it clearly and distinctly, it is certain that God instantiates in the actual world at least some of essence and truth that seem to be contradictory for the human mind, that is, God instantiates at least some of the essences and truths which appear to the finite mind as impossible since inconceivable, which is confirmed by at least two cases mentioned by Descartes.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

O artigo procura avaliar a consolidação e os desdobramentos da função heurística e simbólica ocupada pelo Ungeheuer [o monstro ou o monstruoso] na filosofia kantiana, tendo em vista a emergência do horizonte da racionalidade moderna. Uma reconfiguração dessas imagens do Monstro e da Monstruosidade parece ter lugar no momento mesmo em que a filosofia moderna procurou pensar sua identidade e seus limites. O pensamento de Kant, que ocupa - de fato ou de direito - um lugar central nessa ruptura, apresentaria de modo exemplar, embora não evidente, o percurso dessa transformação.This work intends to evaluate the origins and developments of the symbolic and heuristic function at stake in the term Ungeheuer [the monster or the monstrous] within Kant's philosophy, regarding the rising horizon of modern rationality. A reconfiguration of the Monster and Monstrous imagery seems to take place right at the moment when modern philosophy had to reflect upon its own identity and limits. Kant's thought, that occupies - de jure or de facto - a central place within this rupture could exemplarily, but not obviously, show the path of such transformation.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

De acordo com as interpretações mais conhecidas (por exemplo, Hofmann, Strauss, Löwith ou Kuhn), o pensamento jurídico e político de Carl Schmitt mantém distância de Aristóteles. Este artigo tem a intenção de mostrar que a concepção de direito de Schmitt, apesar de ser desenvolvida em um contexto diferente, contém semelhanças significativas com o entendimento de direito em Aristóteles. Para mostrar essa proximidade, considera-se especialmente a noção de totalidade presente no conceito aristotélico de polis, que implica que a unidade política é o principal modo de se realizar o direito.According to mostly known interpretations (e.g.: Hofman, Strauss, Löwith or Kuhn), the legal and political thought of Carl Schmitt keeps distance from Aristotle's. This article intends to show that Schmitt's concept of law, despite developed in a different context, holds significant likelihood with Aristotle's comprehension of law. With the Purpose of building this proximity, the notion of entirety present in the Aristotelic concept of polis implies that political unit is the main way to accomplish law.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

O objetivo deste artigo é examinar a hipótese de que a teoria kantiana do direito público seja estruturalmente antinômica, a despeito de que Kant só lhe tenha admitido o aspecto paradoxal. Com efeito, a teoria kantiana do direito público simultaneamente sustenta: (i) que o ingresso dos homens em um estado juridicamente organizado depende da obediência ao comando da razão que nos ordena celebrar o pactum unionis civilis e aceitar a submissão a uma ordem constitucional civil; (ii) que devemos aceitar como nosso legítimo soberano a quem quer que tenha condições de efetivamente impor seu poder sobre nós. Bons intérpretes como Bouterwek e Hermann Cohen pensaram, contudo, que a verdadeira dificuldade dessa análise é uma desconcertante confusão dos conceitos de soberano e de soberania. A hipótese que procuramos explorar neste artigo é a de que se obterá um melhor entendimento da posição de Kant se admitirmos que os dois planos de análise e as teses conflitantes a que se acaba de aludir estão em uma posição reciprocamente equivalente à que se encontram tese e antítese nas antinomias dinâmicas analisadas na "Crítica da razão pura".The aim of this paper is to examine the hypothesis that Kantian theory of public rights is founded on an antinomic conceptual structure, even though Kant only admitted the paradoxical character of his doctrine. Kant's theory on public right states, at the same time, that: (i) the access to a rightful condition is dependent on our compliance to the command of reason to celebrate the pactum unionis civilis and the corresponding submission of the citizens under a civil constitution; (ii) we shall accept as our legitimate sovereign whoever is able to impose his power over us. Good interpreters, as Bouterwek and Hermann Cohen thought, however, that the true difficulty with his analysis is that it contains an astonishing confusion of the concepts of sovereign and sovereignty. The hypothesis I would like to explore in this paper is that perhaps a better understanding of Kant's position on this theme can be obtained by admitting that the two levels of analysis and the conflicting thesis we found in his doctrine of public rights are in a position reciprocally analogous to that occupied by thesis and antithesis in the dynamical antinomies assessed in the Critique of Pure Reason.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Este artigo se propõe a apresentar a formulação feuerbachiana do fundamento sensível do pensamento, buscando mostrar que nesse empreendimento Feuerbach: [1] toma como base uma teoria da objetivação, inseparável de uma teoria do homem como essência-gênero (Gattungswesen); [2] formula uma interpretação do desenvolvimento moderno da filosofia ao qual sua proposta filosófica seria imanente e do qual seria o resultado necessário; e [3] chega a formular as bases de uma nova posição ética, no plexo Eu-Tu. Desse modo, sua posição ontológica, ao reivindicar o sensível como o verdadeiro, não se constitui num imediatismo, pois o sensível aí apresentado é ele mesmo mediado pela existência genérica dos homens.This paper intends to present the Feuerbachian formulation of the sensitive basis of thought, attempting to show that, for such enterprise, Feuerbach: [1] takes as its foundation a theory of objectification, inseparable from a theory of humans as essence-species (Gattungswesen); [2] formulates an interpretation of the modern development of philosophy, from which his philosophical proposal would be immanent and of which it would be the necessary result; and [3] ends up formulating the basis of a new ethical position within the I-You plexus. Thus, his ontological position whereby he claims that that which is sensitive is that which is true does not constitute immediatism because such sensitivity is, itself, mediated by the generic existence of humanity.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

O estudo da questão do conflito a partir da "História de Florença" nos fornece elementos capazes de mostrar que a reflexão maquiaveliana não se desenvolve de modo tão simples e linear quanto parece nos "Discursos". Com efeito, revelará que a oposição entre dois tipos de conflito - positivo e negativo - descrita nos "Discursos" se define progressivamente, a partir da análise da história florentina, como de um só tipo - trágico e violento - baseado sobre contraposições que não são possíveis de serem resolvidas em termos de uma virtù clássica, característica do primeiro período da história de Roma. Esta transformação levanta um conjunto de interrogações para as quais, de algum modo, o presente estudo pretende oferecer respostas: teria Maquiavel renunciado à ideia de conflito como fundamento da liberdade republicana e se entregado à utopia de uma ordem homogênea e estável? A que se deve atribuir o fato de as discórdias não haverem produzido em Florença os mesmos efeitos que em Roma? Seriam todas as discórdias naturais e, portanto, inevitáveis, ou poderia haver divisões "artificiais" e, portanto, evitáveis?The exam of the issue of conflict since the "History of Florence" provides us with elements capable to show the Machiavellian reflection does not evolve according to such a simple and linear way as it is shown in the "Discourses". In fact, investigation will reveal that the opposition between the two types of conflict - positive conflict and negative conflict -, described in the "Discourses", is progressively defined, from the analysis of Florentian history, as being just one type - the tragic and violent type -, based on contrapositions that cannot be solved in terms of a classical virtú, characteristic of the first period of Roman history. Such transformations arise a set of questions to which, in some way, the present paper intends to offer some answers: Would Machiavelli have renounced to the idea of conflict as foundation of republican liberty and surrended himself to the utopia of a homogeneous and stable order? Which element should be to blame due to the fact that disagreements did not produce, in Florence, the same effects which were seen in Rome? Would all disagreements be natural and, for that reason, inevitable, or could there be "artificial" divisions and, by that reason, avoidable ones?

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100015&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

O presente artigo se propõe a confrontar uma leitura antirrealista da obra do fenomenólogo Edmund Husserl e a sugerir que ela pode ser interpretada mais adequadamente como marco do realismo científico. Para tanto, primeiramente, será exposto um dos mais recentes e elaborados projetos nos quais Husserl se relaciona ao Empirismo Construtivo de Van Fraassen. Posteriormente, serão assinaladas as dificuldades encontradas para interpretar algumas teses de Husserl desde o marco antirrealista, enfocando, principalmente, a discussão sobre os inobserváveis, mostrando como a sua existência não é uma tese indiferente à fenomenologia husserliana. Por fim, será indicado como Husserl poderia estar mais próximo do marco realista.In this paper I confront an anti-realistic approach to Edmund Husserl's Phenomenological work and I suggest that this work could most suitably constitute into the Scientific Realistic framework. In order to this, I will first show one of most recent and elaborate claims which relates Husserl with Van Fraassen's Constructive Empiricism. Later, I will point out some existing difficulties to interpret the Husserlian thesis using the anti-realist framework. I will specially focus on the discussion about unobservable entities, arguing how the existence of the unobservable is not an alien thesis to the Phenomenology of Husserl. Finally, I will point out how Husserl is closer to the Realistic framework.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100016&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Este artigo procura refletir acerca do ponto a partir do qual Habermas afirma a inatualidade da crítica social da primeira geração frankfurtiana, em específico Adorno, a saber, a ideia de que a crítica radical da racionalidade articulada com a análise social conduziria inevitavelmente a uma aporia analítica, a qual só poderia ser superada pela mudança de paradigma no interior da teoria crítica. Focalizando como Adorno busca manter a situação aporética da crítica social, busco redimensionar a aporia tirando-a do registro de obstáculo inultrapassável em direção à condição de possibilidade do exercício crítico.This article seeks to reflect on the point from which Habermas argues on the obsolescence of social criticism of the first generation from the Frankfurt School, especially Adorno, from the idea that the radical critique of rationality articulated with social analysis would inevitably lead to an analytic aporia, which could only be overcome by the paradigm shift within the critical theory. Focusing as Adorno tries to keep the aporetic situation of social critique, we sought to re-dimension the idea of the obstacle of aporia by removing it from the unsurpassable obstacle towards the condition of possibility of the critical exercise.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100017&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

No artigo, abordo a ideia de melhoramento humano (MH), visando a contestar três frustrantes tendências dos seus críticos, a saber, as ideias de: (1) que a natureza humana será artificializada, sugerindo que estaremos diante de algo novo e incomparavelmente perigoso, bem como que ainda seja possível preservar uma separação radical entre natureza e técnica; (2) que é possível abordar e criticar o MH a partir de uma singularidade semântica; e, diretamente relacionada à anterior, (3) que há univocidade entre os defensores do MH acerca de como os indivíduos devem lidar com os meios biotecnocientíficos disponibilizados, a saber, como uma ingênua e acrítica obrigação de melhorar.In this paper, I discuss the idea of human enhancement (HE). My goal is to refute three frustrating trends in the HE criticism, namely the ideas that: (1) human nature will become artificial, suggesting that we will be facing something new and uniquely dangerous, and that it is still possible to preserve a radical separation between nature and technique; (2) it is possible to address and criticize HE from a semantic uniqueness, which is directly related to the previous item; and (3) there is an univocity among the HE's defenders on how individuals should handle the available bio-techno-scientific tools made available, namely, as a naive and uncritical obligation to become enhanced.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100018&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Este estudo discute a questão do fim da arte com base nas reflexões críticas de Clement Greenberg e na posterior apropriação dessas reflexões por Arthur Danto. Em primeiro lugar, pretendo mostrar como a visão negativa de Greenberg acerca da arte produzida a partir dos anos 1960 implica o tema do fim da arte. Em segundo, pretendo expor a tarefa assumida por Danto a partir de sua avaliação dos diagnósticos e da teoria de Greenberg.This paper addresses the question of the end of art based on the critical reflections of Clement Greenberg and the subsequent appropriation of these reflections by Arthur Danto. Firstly, I intend to show how the negative view of Greenberg about art produced from the 60's implies the issue of the end of art. Secondly, I intend to expose the task taken up by Danto based on his debate with Greenberg's theory.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100019&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100020&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100021&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100022&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100023&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100024&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100025&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100026&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100027&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100028&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

Neste texto, procuro encontrar as origens de um dos mais importantes conceitos de Gilles Deleuze, o conceito de Imagem-tempo. Este conceito remete-nos para os primeiros textos de Deleuze dedicados à filosofia de Espinosa e ao problema do autómato espiritual e relaciona-se directamente com o problema da passividade/actividade do espectador. Ou seja, o conceito crucial na sua filosofia do cinema, a Imagem-tempo, esconde uma importante reflexão sobre a Imagem cinematográfica como arte de massas, os (im)poderes do pensamento e o modo fascista de se pensar.This text seeks to find the origins of one of the most important of Gilles Deleuze's concepts, the concept of Image-time. This concept leads us to his first texts regarding Spinoza's philosophy and the problem of the spiritual automaton, and concerns directly about the problem of passivity/activity of the audience. That is to say that the crucial concept of his film philosophy, Image-time, hides a fundamental consideration on the cinematic image as a mass art, the (un)powers of thinking and the fascist way of thought.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2014000100029&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/08/07 - 21:12

My plan is to examine Nietzsche's view of (what is I think) the most characteristically Kantian kind of argument, what's now often called 'transcendental argument'. I understand this as an argument in which a concept or principle or value is justified as a 'condition of the possibility' of something indisputable (or indispensable). I will look at Nietzsche's critique of this pattern of argument in Kant, but also at the ways he still uses such arguments himself, in all three of the sectors of Kant's critique: theoretical, practical, aesthetic.Planejo examinar a visão de Nietzsche sobre o que creio seja o tipo de argumento mais kantiano, o que é atualmente chamado de 'argumento transcendental'. Eu o entendo como um argumento no qual um conceito, ou princípio, ou valor seja justificado como uma 'condição da possibilidade' de algo indisputável (ou indispensável). Aprofundar-me-ei na crítica que Nietzsche estabelece sobre esse padrão de argumento em Kant, mas também nas formas em que ele mesmo se utiliza de tais argumentos, em todos os três setores da crítica de Kant: a teórica, a prática e a estética.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

Entre os temas kantianos discutidos por Nietzsche, o tradicional problema do estatuto da coisa em si é particularmente relevante para a formulação de sua própria filosofia. Por esse motivo, a compreensão de Nietzsche desse problema também se tornou um dos assuntos mais debatidos e controversos entre seus intérpretes. De forma geral, tende-se a identificar na filosofia de Nietzsche uma trajetória que o levaria da admissão de um conceito de coisa em si em sua juventude até uma negação, em sua filosofia madura, da coisa em si, considerada como uma concepção contraditória. A discordância entre os comentadores surge quando se pergunta se o conceito de coisa em si que Nietzsche nega é exatamente aquilo que Kant entendia por coisa em si. Nosso trabalho pretende discutir essa questão a partir do estudo de três objeções de Nietzsche ao conceito de coisa em si, levando em consideração os aspectos históricos do problema e as soluções oferecidas pela literatura secundária.Among the Kantian issues discussed by Nietzsche, the traditional problem of the status of the thing-in-itself is particularly relevant to the formulation of his own philosophy. For this reason, Nietzsche's comprehension of this problem has also become one of the most debated and controversial subjects among his interpreters. There is a general trend among them to identify in Nietzsche's philosophy a path that would lead him from the assumption of a concept of thing-in-itself in his youth to a denial of the thing-in-itself, in his late philosophy, what is regarded as a contradictory conception. The disagreement among them takes place when it is called into question if the concept of thing-in-itself that Nietzsche denies is exactly what Kant meant by thing-in-itself. My purpose is to discuss this issue by means of a study of three objections made by Nietzsche to the concept of thing-in-itself, taking the historical aspects of the problem, as well as the solutions offered by the secondary literature, into consideration.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

A recepção de Nietzsche da filosofia transcendental de Kant é intermediada por diversos autores de diferentes tendências filosóficas que se viam em continuidade com o projeto kantiano de uma filosofia crítica. Um desses autores é Afrikan Spir, filósofo que levou a cabo um programa de renovação da filosofia crítica que ia na contramão da tendência hegemônica na segunda metade do século XIX de naturalização do kantismo. A influência de Spir na construção de algumas das teses epistemológicas centrais do pensamento de Nietzsche é variada, assim como sua importância no que tange à recepção e à crítica nietzscheana ao idealismo transcendental. Nietzsche se apropriou e reinterpretou várias teses e temas presentes na reformulação da teoria kantiana do transcendental proposta por Spir. O objetivo do presente trabalho é investigar o alcance e a importância dessa apropriação e suas consequências para a crítica de Nietzsche ao transcendentalismo. Esta crítica é formulada a partir do pensamento do devir, que constitui a base do seu programa de uma filosofia histórica.Nietzsche's reception of Kant's transcendental philosophy is mediated by various authors from different philosophical tendencies who saw themselves in continuity with the kantian project of critical philosophy. One of these authors is Afrikan Spir, a philosopher who undertook a program of renovation of critical philosophy that went against the tendency of naturalization of kantianism which was hegemonic in the second half of the 19th century. Spir's influence on some of Nietzsche's central epistemological theses is variegated, as well as his importance concerning Nietzsche's reception and criticism of transcendental idealism. Nietzsche appropriated and reinterpreted many theses and themes that featured Spir's reformulation of Kant's theory of the transcendental. The objective of this paper is to investigate the reach and the importance of this appropriation and their consequences for Nietzsche's criticism of transcendentalism. This critique is formulated on the basis of the thought of becoming, which provides, on its part, the basis for his program of a historical philosophy.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

O presente artigo tem por objetivo, na primeira parte, explorar algumas teses gerais apresentadas por recente pesquisa de Josef Simon acerca do estatuto da linguagem na filosofia de Kant, em especial no que tange ao modo de significar e comunicar presente nas reivindicações de verdade dos juízos. Em segundo lugar, pretende-se pontuar a crítica de Nietzsche a um modo de significar e comunicar ao qual denomina "gregário", contrapondo-o a uma comunicação e significação "individualizada". Como apontamos no final, a visada interlocução entre Kant e Nietzsche acerca do significar e comunicar se dará segundo um aspecto central: o fator subjetivo presente em qualquer reivindicação discursiva da razão.The present article aims, in the first part, to explore some general theses presented by recent research of Josef Simon concerning the status of language in Kant's philosophy, especially regarding the mode of signification and communication present in the claims for truth of judgment. In the second part, it is intended to point out Nietzsche's critique of a mode of meaning and communication, which he calls "gregarious", confronting it to "individualized" communication and meaning. As it is pointed out in the conclusion, the intended dialogue between Kant and Nietzsche on this theme occurs according to a central aspect: the subjective factor present in any discursive claim of human reason.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

A presença de Kant e possível influência na filosofia de Nietzsche é motivo de muita controvérsia. Se em seus primeiros escritos Nietzsche é claramente influenciado por Kant, os textos do período maduro não deixam perceber com clareza o teor do diálogo que neles se estabelece, uma vez que Nietzsche assume uma postura radical contra Kant. Essa postura esconde justamente que, em meio aos rompimentos diante do idealismo transcendental, Nietzsche permanece devedor de Kant. Um aspecto dessa dívida é a noção de ficção regulativa. Pretendemos, assim, mostrar, primeiramente, que a concepção de Nietzsche de que a falsidade de um juízo não constitui uma objeção contra ele é um traço decisivo de seu pensamento antidogmático e, em seguida, defender que esse antidogmatismo tem ascendência na concepção de Kant de princípios regulativos.The presence of Kant and its possible influence in Nietzsche's philosophy is a controversial issue. If in his early writings Nietzsche is clearly influenced by Kant, his mature period texts no longer allow anyone to see clearly the content of the dialog established therein, once Nietzsche assumes a radical view against Kant. This view hides that, regardless the disruptions done in face of the transcendental Idealism, Nietzsche remains debtor to Kant. An aspect of this debt is the notion of regulative fiction. We intend, thus, to show: first, that Nietzsche's conception that the falsity of a judgment does not constitute an objection to itself is a decisive trace of his anti-dogmatic thought and, secondly, to argue that this anti-dogmatism has ascendancy in Kant's conception of regulative principles.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

Nas universidades alemãs do período em que Nietzsche esteve intelectualmente ativo, a tradição kantiana foi amplamente substituída por duas escolas independentes e que, desde então, têm sido rotuladas de "neokantismo". Este artigo apresenta quatro teses principais da filosofia da história neokantiana, mostra como elas são uma decorrência de sua adaptação da tradição kantiana e como Nietzsche se envolve criticamente com os mesmos temas na formação de sua própria teoria histórica. Embora não haja uma influência muito direta entre estas escolas, o contraste com a tradição neokantiana nos permite situar melhor a filosofia da história de Nietzsche em seu contexto apropriado.In the German academies of Nietzsche's period of writing, the Kantian tradition was largely displaced in favor of two independent schools that have since been labeled "Neo-Kantianism." This paper presents four key theses about philosophy of history from four Neo-Kantian thinkers, how they follow from their adaptation of the Kantian tradition, and how Nietzsche critically engaged the very same issues in the formation of his own historical theory. Although there is little direct influence between orthodox Neo-Kantianism and Nietzsche, their comparison on these points will illuminate their unique adaptations of the Kantian tradition.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

A amizade ainda é possível em condições niilistas? Kant e Nietzsche são fases importantes na história da idealização de amizade, o que inevitavelmente conduz ao problema do niilismo. O próprio Nietzsche afirma que, por um lado, apenas algo como a amizade pode nos salvar em nossa condição niilista mas que, por outro, precisamente a amizade foi desmascarada e se tornou impossível baseada nas mesmas condições. Parece que estamos presos no paradoxo niilista de não nos ser permitido acreditar na possibilidade do que não podemos prescindir. A imaginação literária, desde o século XIX, parece nos tornar ainda mais céticos. Talvez Beckett forneça uma ilustração de uma maneira que se adapta bem à afirmação de Nietzsche de que apenas "os mais moderados, aqueles que não necessitam de quaisquer artigos extremos de fé", serão capazes de lidar com o niilismo.Is friendship still possible under nihilistic conditions? Kant and Nietzsche are important stages in the history of the idealization of friendship, which leads inevitably to the problem of nihilism. Nietzsche himself claims on the one hand that only something like friendship can save us in our nihilistic condition, but on the other hand that precisely friendship has been unmasked and become impossible by these very conditions. It seems we are struck in the nihilistic paradox of not being allowed to believe in the possibility of what we cannot do without. Literary imagination since the 19th century seems to make us even more skeptical. Maybe Beckett provides an illustration of a way out that fits well to Nietzsche's claim that only "the most moderate, those who do not require any extreme articles of faith" will be able to cope with nihilism.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

Este artigo examina e compara Kant e Nietzsche enquanto pensadores do conflito. Argumenta-se no § 1 que, para ambos os filósofos, o conflito desempenha um papel essencial e construtivo em vários domínios de seu pensamento, e que ambos nos oferecem um rico conjunto de insights sobre as qualidades produtivas do conflito. Contudo, Kant não é capaz de formular um conceito genuinamente afirmativo do conflito que faça jus aos prodigiosos poderes produtivos por ele descritos. Em vez disso, ele promove uma guerra de extermínio (Vernichtungskrieg) filosófica contra toda guerra, destinada a negá-la em favor de uma reivindicação absoluta pela paz ('paz perpétua'). Como nos mostra a análise de "Zum ewigen Frieden" no § 2, a possibilidade de ação construtiva requer a eliminação da guerra em favor da paz perpétua por meio do Estado de Direito, e o conflito é, na melhor das hipóteses, produtor de sua própria negação. A parte final do artigo se volta para Nietzsche em busca de um modelo conceitual que permita uma compreensão genuinamente afirmativa do conflito e seus potenciais produtivos. A filosofia da vida de Nietzsche é uma ontologia do conflito que culmina em um ideal de maximização da tensão baseado em um equilíbrio de poderes mais ou menos equânimes. Argumenta-se que a noção nietzschiana de afirmação da vida nos compromete com uma posição que se situa entre a guerra kantiana e o direito cosmopolita, focando a nossa atenção nas relações antagônicas que se estabelecem tanto no interior quanto entre uma pluralidade de ordenamentos jurídicos.This article examines and compares Kant and Nietzsche as thinkers of the conflict. It is argued in paragraph one that conflict plays a fundamental and constructive role for both philosophers in several domains of their thought, and that both of them offer us a rich set of insights on the productive qualities of conflict. However, Kant is unable to formulate a genuinely affirmative concept of conflict that does justice to the prodigious productive powers described by him. Instead, he promotes a termination philosophical war (Vernichtungskrieg) against all war intended to negate it in favor of an absolute vindication for peace ('perennial peace'). As evidenced by "Zum ewigen Frieden" analysis in paragraph two, the possibility of a constructive action requires the elimination of war for the perennial peace through the Rule of Law, and conflict is, at its best, producer of its own negation. The closing part of the article turns to Nietzsche in search of a conceptual model to genuinely understand conflict and its productive potential. Nietzsche's life philosophy is an ontology of conflict that culminates in an ideal of maximizing tension based on a balance of more or less equitable powers. It is argued that Nietzsche's notion of affirmation of life commits us to a position that is between Kantian war and the cosmopolitan law, bringing to our attention the antagonistic relations within and among a plurality of legal systems.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

O artigo discute como Nietzsche compreende a instituição da lei e da moral em distinção a Kant e à tradição cristã. Ele argumenta que Nietzsche é, em grande medida, inspirado pela mudança de paradigma em direção a um pensamento biológico evolutivo, introduzido por diversos de seus colegas ao final do século XIX, entre os quais F. A. Lange, que vê esta mudança como uma sóbria alternativa científico-materialista a Kant. Em Nietzsche, a imperativa moral kantiana é substituída pela noção de uma moralidade emergente graças a processos civilizatórios históricos ou pré-históricos, impostos a um ser humano de mente débil sem quaisquer disposições racionais inerentes a obedecer à Lei. Ela também é um processo que, em vez de universalizar o ser humano, o cinde em uma dualidade, em que uma parte obedece a antigos e imediatos interesses próprios, e a outra parte obedece a novos 'comandos', que lhe foram gritados 'aos ouvidos' por um chamado 'comandante'. A obediência à lei conduz a duas formas radicalmente diferentes em Nietzsche: indivíduos servis e medíocres precisam ser expostos à disciplina e à punição, para adotar a Lei; enquanto os chamados indivíduos 'soberanos' são capazes de impor a lei a si mesmos. A figura do 'soberano' vem consequentemente sendo o motivo de vigoroso debate, especialmente quanto à tradição anglo-saxônica em pesquisa por Nietzsche, uma vez que seu aparente 'respeito pela lei' e 'senso de dever' reiteram típicas qualidades kantianas. Em relação a essas discussões, sugiro que o 'soberano' de Nietzsche (em um contexto) seja idêntico ao 'comandante' (em outros contextos). Quando o 'soberano', como tal, impõe a lei a si mesmo e aos demais, sua ação é convencional e arbitrária (como a linguagem em Saussure), e é mais irracional que racional, como em Kant. Sua vontade não é uma vontade boa, nem uma vontade racional, com visão para a autonomia humana. Seu comando de si mesmo e dos outros é performativo, portanto, sem valor de verdade (como atos ilocucionários de fala em Austin e Searle).The article discusses how Nietzsche understands the institution of law and morals in distinction to Kant and the Christian tradition. It argues that Nietzsche to a large extent is inspired by the paradigm-shift toward a evolutionary biological thinking introduced by several of his peers in the late 19th century, among else F. A. Lange, who sees this shift as a sobering scientific-materialistic alternative to Kant. In Nietzsche, the Kantian moral imperative is replaced with a notion of a morality emerging thanks to historical, or pre-historical, civilizational processes, imposed on a feebleminded human without any inherent rational dispositions to obey Law. It is also a process, which rather than universalizing the human, splits it in a duality where one part obeys old immediate self-interests and another part obeys new 'commands,' having been shouted 'into the ear' by a so-called 'commander.' The compliance with law takes two radically different forms in Nietzsche: servile and mediocre individuals need to be exposed to discipline and punishment in order to adopt Law; while so-called 'sovereign' individuals are able to impose law upon themselves. The figure of the 'sovereign' has consequently been an issue for vigorous debate in especially the Anglo-Saxon tradition of Nietzsche research, since his apparent 'respect for law' and 'sense of duty' reiterate typical Kantian qualities. Relating to these discussions, I suggest that Nietzsche's 'sovereign' (in one context) is identical his 'commander' (in other contexts). When the 'sovereign' as such imposes law upon himself and others, his act is conventional and arbitrary (like language in Saussure), and is rather irrational than rational as in Kant. His will is not a good will, nor a rational will with a vision of human autonomy. His command of himself and others is a performative, thus without truth-value (like illocutionary speech-acts in Austin and Searle).

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04

Neste ensaio, argumento que qualquer um que adotasse um falsificacionismo do tipo que tenho atribuído a Nietzsche se sentiria atraído pela doutrina do eterno retorno. Para Nietzsche, pensar o 'vir a ser' revelado por meio dos sentidos significa falsificá-lo por meio do 'ser'. Mas o eterno retorno oferece a possibilidade de pensar o 'vir a ser' sem falsificação. Em seguida, argumento que qualquer um que mantenha o falsificacionismo de Nietzsche veria na ação humana um conflito entre o 'ser' e o 'vir a ser', de modo semelhante ao que ocorre no juízo empírico. À luz desse conflito apenas o eterno retorno ofereceria a possibilidade de afirmar a vida de modo verdadeiro. Para concluir, discuto de que maneira tal leitura do eterno retorno resolve uma série de enigmas que têm atormentado os intérpretes.In this essay, I argue that someone who adopted a falsificationism of the sort that I have attributed to Nietzsche would be attracted to the doctrine of eternal recurrence. For Nietzsche, to think the becoming revealed through the senses means falsifying it through being. But the eternal recurrence offers the possibility of thinking becoming without falsification. I then argue that someone who held Nietzsche's falsificationism would see in human agency a conflict between being and becoming similar to that in empirical judgment. In the light of this conflict only the eternal recurrence would offer the possibility of truly affirming life. I end by discussing how this reading of the eternal recurrence solves a number of puzzles that have bedeviled interpreters.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2013000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en 2014/03/01 - 01:04